O papel estratégico do PCM

O papel estratégico do PCM

O Planejamento e Controle da Manutenção — PCM possui uma função essencial nesse contexto.

Planejar significa antecipar necessidades.

É saber:

  • O que será feito;
  • Quando será feito;
  • Quem fará;
  • Como será feito;
  • Quais recursos serão necessários;
  • Quais peças serão utilizadas;
  • Quanto tempo será necessário;
  • Quais riscos estão envolvidos.

Uma manutenção bem executada não começa quando o mecânico ou eletricista chega à máquina.

Ela começa muito antes, com informação, planejamento e preparação.

Quanto melhor for essa preparação, maior será a probabilidade de uma intervenção rápida, segura e eficiente.


E se a manutenção não participar do projeto?

Essa é uma das perguntas mais importantes que uma empresa deveria fazer.

Existe alguém da manutenção participando efetivamente dos projetos de novos equipamentos?

Se existe:

  • Essa pessoa possui conhecimento técnico suficiente?
  • Possui experiência prática?
  • Conhece as necessidades da operação?
  • Tem autonomia para questionar decisões?
  • Participa das decisões ou apenas é consultada?
  • Suas recomendações realmente são consideradas?

Não basta colocar o nome de um profissional de manutenção em uma reunião de projeto.

É necessário que ele tenha competência, participação e poder de influência.

Caso contrário, a manutenção continuará recebendo equipamentos projetados por outras áreas e terá de lidar posteriormente com as consequências dessas decisões.


  • Chaves com ponta Torx em formato longo e curvo tipo L
  • Jogo com 10 peças
  • Tamanho das chaves: T9, T10, T15, T20, T25, T27, T30, T40, T45 e T50

Afinal, manutenção gera valor ou apenas custo?

Chegamos agora a uma questão que merece reflexão.

Se manutenção é uma prestadora de serviço para a produção, podemos concluir que ela simplesmente representa uma despesa?

Não.

Essa interpretação é limitada.

A manutenção pode ser uma das áreas que mais contribuem para a preservação do valor dos ativos da empresa.

Um equipamento representa um investimento.

Se esse ativo não consegue cumprir sua função, o capital investido nele deixa de produzir o retorno esperado.

Portanto, a manutenção atua justamente para preservar a capacidade desse ativo de gerar valor.

Podemos pensar assim:

Ativo → Função → Desempenho → Resultado → Valor para o negócio

A manutenção está diretamente ligada a essa cadeia.


Produção é a única área que gera valor?

Outra provocação importante.

É comum ouvirmos que “quem produz gera valor” e que as demais áreas são apenas custos.

Mas será que podemos enxergar uma empresa dessa maneira?

Imagine uma fábrica com uma linha de produção extremamente eficiente, mas sem:

  • Energia elétrica confiável;
  • Sistemas de automação funcionando;
  • Peças de reposição;
  • Engenharia;
  • Qualidade;
  • Logística;
  • Segurança;
  • Tecnologia da informação;
  • Manutenção.

A produção conseguiria entregar seus resultados?

Provavelmente não.

O resultado empresarial é construído por várias áreas trabalhando de maneira integrada.

A manutenção, portanto, não existe simplesmente para “gastar dinheiro”.

Ela existe para preservar e potencializar a capacidade dos ativos de entregar aquilo que o negócio necessita.


O verdadeiro desafio da Gestão da Manutenção

O grande desafio não é simplesmente reduzir o número de falhas.

Também não é aumentar a disponibilidade a qualquer custo.

Muito menos é criar o maior número possível de planos preventivos.

O verdadeiro desafio é responder a uma pergunta:

Como fazer com que os ativos entreguem as funções necessárias ao negócio, com segurança, confiabilidade, disponibilidade e sustentabilidade, pelo menor custo total possível ao longo de seu ciclo de vida?

Essa pergunta muda completamente o nível da conversa.

Saímos da manutenção focada exclusivamente na máquina e entramos no campo da gestão dos ativos e do negócio.